terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Hoje...



Hoje...

Passei por aqui.
Mesmo que você não venha,
Nem hoje, nem amanhã ou nunca.
Mas hoje eu estou aqui!

Pois nessa manhã
Eu queria voar, bem alto
E lá de cima observar o sol
Acima das nuvens, como a gaivota.

Do que foi ontem...
Já nem sei se existe dentro de ti,
Sei que agora eu quero voar...
Para o infinito, ir daqui!

Passei só pra te dizer
Mesmo que você não venha,
Mas hoje eu estou aqui ...

Outra vez...
Outra vez...
Outra vez!


(Poema de: Ralavus)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sou eu...



Esse caminho
Que tu segues a procura de direção
Sou eu...

O ar mais puro
Que te enches o peito, dá a vida
Sou eu...

Por d’onde tu vais
Na escuridão ou na luz que se faz
Sou eu...

Essas lágrimas
Que tu estancas pra não cair
Sou eu...

Esse amor contido
Que teu peito quase não suporta
Sou eu...

Nesse sorriso incontido
Que traz o mundo aos teus pés
Sou eu...

O jardim que tu plantas
Na tua vida, as borboletas mansas
Sou eu...

Esse tocar suave
Que passeia teu corpo, te arrepias
Sou eu...

Sou eu...
Sou eu...
Sou eu...!

Yooz Guarreth

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Dias de partir...



Em dias supinos,
Ou noites tardias
De lua branda.

No dia em que...
Eu não voltar...
Ore por mim.

Devo estar no sem fim,
No infinito mais alto...
Desgarrando da minh’alma.

Rebuscando meu ser...
Sendo feliz! Sendo eu mesmo,
Na “infinitude” do tempo!

Poetrix: Yooz Guarreth

domingo, 27 de dezembro de 2009

Tuas cartas


Hoje...
Nem sei de mim,
Lancei mão das tuas cartas!

Dobradas e amarelas
Pelo tempo que se desfez
Que já se foi!

Reordenei, coloquei-as aqui...
Aos meus olhos, bem perto de mim,
Pra eu ler quando me encontrar!

Ainda que eu chore,
E o tempo me possa retroceder...
De ti, isso eu sempre guardarei...

Mas hoje...
Nem sei de mim,
Quero me encontrar!

Poema: Yooz Guarreth
Imagem: meuslivros.weblog.com.pt

sábado, 19 de dezembro de 2009

Avocação d'alma



Mandei adormecer
Minha estrela ascendente
Por um instante...

Sirvam-se em taças,
Desse vinhedo fidalgo...
Deglute o último gole do aresto.

Joga-me sonolento, Namah Shiva!
No labirinto dos teus sonhos,
Sirvam Dionísio, Om Shiva...
Oh! “deus da alegria, do prazer”

Tu és abastada em argúcia
Qual tal, tua maneira afrodite de olhar.
Sóis bela... Bem aventurada.

Faça-me, teu “Monte de Sião”
Alimenta do altivo min’alma...
Abranda esse me jeito arredio
Cuida de mim... Com tua luz!

Amaina-me... Eros,
Ao sonoro da tua mantra!
"Io! Io! Dendrites!" ...

"Io! Io! Dendrites!" ...
"Io! Io! Dendrites!" ...
"Io! Io!"

Veja em:
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1985679
Poema de Ralavus

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Tu, vida!



Chamávamos...
De amor!
Chamávamos...
De vida!

Chamávamos às vezes...
De “life sweet”...
Chamava-te sempre
De “my soul”

Chamava-me...
De Anjo!
Chamava-te...
De linda!

Éramos paixão,
Assim, chamávamos...
Com toda benevolência e exação!

Agora...
Chamo-te,
E tu não vens...


Poema de Yooz Guarreth

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Silenciosos cantares...



Jaz, abruptamente sem medir minha dor,
O predestinado audaz leva-te de mim.
Rudemente sem pressa, sem nenhum pudor!

Agourenta sombra escura fez abrir a terra,
Que até hoje, ainda revolvida assinala.
Tua imagem, que aos meus olhos encerra!

Aponta o volver da tua partida ao fenecer,
Meu olhar cheio de dores e lágrimas, como se...
O morrer explicasse, fosse o simples fato de não viver!

Jazigo-te em meu peito buscando a calma...
Dos meus mais silenciosos cantares
Se for descanso que tu trás pra alma...

E as dores que sinto saudades ao lembrar,
É descanso Oh! Morte... Miserável de mim!
Esse fadário que não posso mais suportar...

Sem ti, não poderei amar, além do teu olhar bonito.
Na campa final, podeis vir bruscamente me arrastar!
Leva-te de mim além dos tempos... Do teu infinito!

Porque já me tirastes, Oh! Morte...
A quem sempre amei em vida por vezes,
Vai para o sepulcro, levar a minha sorte.

Sobeja “Sombra Negra”, nefasta sem igual,
O que eu sempre mais quis, tu roubas de mim.
Faz em festa agora, regozija meu cortejo final!