quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Dias de partir...



Em dias supinos,
Ou noites tardias
De lua branda.

No dia em que...
Eu não voltar...
Ore por mim.

Devo estar no sem fim,
No infinito mais alto...
Desgarrando da minh’alma.

Rebuscando meu ser...
Sendo feliz! Sendo eu mesmo,
Na “infinitude” do tempo!

Poetrix: Yooz Guarreth

domingo, 27 de dezembro de 2009

Tuas cartas


Hoje...
Nem sei de mim,
Lancei mão das tuas cartas!

Dobradas e amarelas
Pelo tempo que se desfez
Que já se foi!

Reordenei, coloquei-as aqui...
Aos meus olhos, bem perto de mim,
Pra eu ler quando me encontrar!

Ainda que eu chore,
E o tempo me possa retroceder...
De ti, isso eu sempre guardarei...

Mas hoje...
Nem sei de mim,
Quero me encontrar!

Poema: Yooz Guarreth
Imagem: meuslivros.weblog.com.pt

sábado, 19 de dezembro de 2009

Avocação d'alma



Mandei adormecer
Minha estrela ascendente
Por um instante...

Sirvam-se em taças,
Desse vinhedo fidalgo...
Deglute o último gole do aresto.

Joga-me sonolento, Namah Shiva!
No labirinto dos teus sonhos,
Sirvam Dionísio, Om Shiva...
Oh! “deus da alegria, do prazer”

Tu és abastada em argúcia
Qual tal, tua maneira afrodite de olhar.
Sóis bela... Bem aventurada.

Faça-me, teu “Monte de Sião”
Alimenta do altivo min’alma...
Abranda esse me jeito arredio
Cuida de mim... Com tua luz!

Amaina-me... Eros,
Ao sonoro da tua mantra!
"Io! Io! Dendrites!" ...

"Io! Io! Dendrites!" ...
"Io! Io! Dendrites!" ...
"Io! Io!"

Veja em:
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1985679
Poema de Ralavus

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Tu, vida!



Chamávamos...
De amor!
Chamávamos...
De vida!

Chamávamos às vezes...
De “life sweet”...
Chamava-te sempre
De “my soul”

Chamava-me...
De Anjo!
Chamava-te...
De linda!

Éramos paixão,
Assim, chamávamos...
Com toda benevolência e exação!

Agora...
Chamo-te,
E tu não vens...


Poema de Yooz Guarreth

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Silenciosos cantares...



Jaz, abruptamente sem medir minha dor,
O predestinado audaz leva-te de mim.
Rudemente sem pressa, sem nenhum pudor!

Agourenta sombra escura fez abrir a terra,
Que até hoje, ainda revolvida assinala.
Tua imagem, que aos meus olhos encerra!

Aponta o volver da tua partida ao fenecer,
Meu olhar cheio de dores e lágrimas, como se...
O morrer explicasse, fosse o simples fato de não viver!

Jazigo-te em meu peito buscando a calma...
Dos meus mais silenciosos cantares
Se for descanso que tu trás pra alma...

E as dores que sinto saudades ao lembrar,
É descanso Oh! Morte... Miserável de mim!
Esse fadário que não posso mais suportar...

Sem ti, não poderei amar, além do teu olhar bonito.
Na campa final, podeis vir bruscamente me arrastar!
Leva-te de mim além dos tempos... Do teu infinito!

Porque já me tirastes, Oh! Morte...
A quem sempre amei em vida por vezes,
Vai para o sepulcro, levar a minha sorte.

Sobeja “Sombra Negra”, nefasta sem igual,
O que eu sempre mais quis, tu roubas de mim.
Faz em festa agora, regozija meu cortejo final!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Saudades...



Sei meus dotes...
As minhas trilhas a caminhar,
Acompanho nossa sonora canção!

Chamo-te e não vens...
Choro, fecho tudo em mim...
Fecho meu coração!

Chamo-te outra vez...
Tens dó... Dó de mim amor,
Preciso do teu zelo!

Do teu olhar,
As carícias do teu modo
Teu modo de ser e de amar!

Não me abandone,
Não seja assim, fica amor,
Perto de mim!

sábado, 14 de novembro de 2009

Teu cheiro...


Teu cheiro,
Suave me vem...

Tu esta aqui amor?
Não te espantas... Fica mais!
Não é hora de ir, conta-me da tua paz...

Se choro... Ah! Não rias de mim,
Assim é pra quem ficou com saudades
Quero-te mesmo assim!

Não me negue teu afeto,
Mesmo de tão distante, sinto-te,
Aqui comigo, tão perto!

Sinto teu perfume,
Suave... por um instante, leve e sereno,
Amo-te! Mesmo assim!

Sei...
Outros dias, tu sempre virá.
Meu choro não te tormenta...
É a dor...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vaga-me...




Faz seis,
É quase noite,
Que falta você me faz!

Minha tormenta,
E não saber ao certo,
A dúvida de que, se você virá!

Minha alma,
Intriga-me, muito me faz,
Sentir dentro de mim, falta de ti!

Ah! Por quê?
Nem sei de mim,
Que falta você me traz!

Faz seis...
É quase noite!

***************************

Quando... Deus chama!
Pressentimos uma despedida,
Alguém que inerte, vai-se de nós!

Minha eterna “Lina Walquiria”!
Jamais aceitarei de ti esse triste “adeus”!
Somente durma em paz minha querida.

Meus beijos intermináveis!
Até que possamos refazer,
... Outra vez!

domingo, 28 de junho de 2009



Trago-te então

Trago-te rosas e espinhos,
Ainda mais, amor e carinho!
Trago-te uma vida quase inefável,
Além de tudo, entrego-me por inteiro.

Trago-te renúncias do passado,
Da minha total realidade.
Um desejo maciço e inabalável
Trago-te mais do que pude, amor sem fim.

Na nobreza, da mais humilde ternura.
Trago-te, o presente de uma saudade.
Agora tu verás, nos olhos meus.
O encontro dos nossos olhares

Ainda bem que isso é meu
Trago-te então, tudo que é teu.
Por todas as alamedas, trago-te então.
Para que elas sejam nossos, caminhares.

Trago-te tudo que fiz na vida,
Para que nada possa levar-te de mim.
Um desejo abastado e constante
Mais do que pude conseguir

Agora tu saberás o que fazer.
Trago-te então o que sou.
Se me desejas como nunca
Se na verdade, me ofereço por inteiro.

De todos os momentos vividos,
Trago-te, e deixaremos.
A única coisa soberana,
Quando fenecermos.

Trago-te de nós, o incomparável
O rastro do amor esplêndido
Que só nós vivenciamos.
Deixaremos então.
“Eternamente”!

(Guerra Sarapião)

segunda-feira, 15 de junho de 2009



Desfolhei...

Mau-me-quer... Bem-me-quer...!

Quando desvendas por juras teu olhar.
E, eu descomedida, brincando de meu bem querer.
Margaridas meus amores, nelas fico a ti procurar!

Mau-me-quer... Bem-me-quer...!

Pacientemente pelas pétalas, no desfolhar,
Conquanto na volúpia, amam pra valer...
Mesmo sabendo que flores são insígnias
Não passam de breves afetos!

Mau-me-quer... Bem-me-quer...!

Suaves em cores, faceiras e lindas.
Que se desenvolvem em botão... Margaridas,
Que possuem seus perfumes peculiares.
Flores lindas, senhoras singulares e levantes.

Mau-me-quer... Bem-me-quer...!

Margaridas... Flores, que não sabem amar!
Mas para isso, só lhes faltam corações.
Na hora do bem fazer, não há porque negar
Assim são afetuosas, como meu amado!

Mau-me-quer... Bem-me-quer...
...Do meu bem querer!
.................................................................
Imagem: mensageira.blogs.sapo.pt
Poema: adaptado

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Mulher dos teus poemas

Tu que desvendastes meus segredos,
No sorriso da noite,
Noite sem fim...

Despida dos medos do passado,
Sem levar coisa alguma,
Apenas saudade...

Fechei a porta da tristeza,
Pra ti desnudarei minh´alma,
Deixarei todas minhas incertezas...

Nas cores do entardecer,
Vou me entregar nos teus braços,
Num momento do mundo esquecer...

Nos meus sonhos de certeza,
Não quero mais as lágrimas da noite,
Quero apenas os versos do alvorecer...

Me espere,
Te encontrarei,
Chegarei num toque suave...

Para que me sintas,
Ouça a voz que te acalma,
E te enche de amor e bem querer...

Nossa felicidade será plena,
Serás o homem dos meus sonhos,
Serei a mulher dos teus poemas!

Autora: Nil Coelho

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Desvendar

Descobri...
Que sou tão pouco
pra te fazer feliz,
Tão pequeno
pra saber curar a tua dor!

Descobri...
Que sou muito,
diante do meu querer,
Tão grande
pra te dar vontade de viver!

Descobri...
Esse amor entre nós...
tão surpreendente,
Que me faz acreditar,
que me passo você!

Descobri...
Que sem você nuca posso
o amor conceber,
Descobri dentro de mim,
sua “infinitude” de equivaler!

Deparei-me...

Na falta que você me faz!
Na hora de curar
toda essa minha dor!

Autor: Guerra Sarapião
Imagens:br.groups.yahoo.com

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Guerreiro Espartano

Acenda-te... a luz!
Que a morte insana acorda agora,
E previno-te da tua sorte.

Cerca-te de "Salmos" e bons "Verbos"
Predigo-vos... E aos fiéis incólumes
Acerca do que o mundo ditará.

Jura-te ao teu reinado, por tua fidelidade,
Entre os próceres, a dor do desejo haverá.
Liberta-te das cobiças concupiscentes.

E previna-te ainda mais...
O beijo no “porte do teu chanfalho”
É a tua promissão, mesmo em gritos e dor.

Desembainhe a tua lâmina fidalga
Que ela, apontada para os céus,
Consumará assim teu bom desejo!

Pelos tempos dos tempos!
A inquietude das nações sempre acontecerá...
Asseguro-te... Mesmo que morras em luta.

Acenda-te, a luz...
Tua consorte, pelos séculos te amará
Teu Rei, em tua honra, por muito reinará!

(Wolney Tavares)

sábado, 23 de maio de 2009

Universo dos anjos

Deu-se... Os olhos para o descampado
Jogou teu contemplar para o infinito, estrelar.
Pode ter, vistas d’antes nunca observadas!

Alegrou-se por inteiro, tua alma.
Bem disse os versos aqui aprendidos
De espanto numa só frase... Renasceu!

Ainda mais, que pudesse ver...
Despediu-se... E foi em passos mansos,
Como se pudesse o tempo atravessar!

Por mais longe que fosse por andar,
No infindo do descampado céu azul
Teus “anjos” foi reencontrar!

Deram-se as mãos... Sorriram.
Sumiram no “sem fim” do tempo.
Porém, ainda por mil vezes, pode voltar!

(Guerra Sarapião)
Imagem:delirios.weblog.com

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Saudades

Senta-te ao meu lado,
Acalma com teu jeito sereno,
O desatino que tenho dentro de mim!

Escuta-me, mesmo no silêncio que vaga,
Pois a tua ausência coloca-me em desalento,
E sem você, não sei me encontrar...

Não sejas breve no teu pastoreio,
Fica mais um pouco...
Toca-me por inteiro.

Venha sem reservas,
Que seja de corpo e alma.
Só assim derroga-me a dor...

A saudade que sinto de ti!


Autor: Guerra Sarapião
Ilustração: Wolney Tavares

segunda-feira, 27 de abril de 2009



Sorriso e dor

É o palhaço...
Que pinta tua face inteira
Faz gracejos das tuas amarguras,
Pra festejar... Os que riem em lágrimas
A tua própria dor!

É o poeta...
Que transcreve pro papel
Versos soltos, em histórias sem fim.
Conta em reverso, as tuas mágoas.
Fazendo delas, a do próprio ledor.

Palhaços e poetas...
Possuem a sina do bem fazer
Das tuas lágrimas, um bojo de sorrisos.
No picadeiro da vida, pouco importa para a platéia,
Se os dois rematam os teus peitos de dor!

Deve ser mesmo cômico e tristonho,
Fazer sorrir de felicidades, quando sente-se em dor.
Quem nunca se sentiu palhaço... por uma vez
Ou pode ler nas estrofes do mais simples poeta
A tua própria história de amor!

Palhaços e poetas... criaturas
Distintas, como duas lágrimas juntas,
Caindo em doçura, como pingos de sorrisos...
Reversos imaginários, de mágoas em amor!

Autor: Wolney Tavares

sexta-feira, 24 de abril de 2009



Entrelaçar...

Tens o dom de invadir a minha paz.
Por hábito,
vences a distância todas as manhãs.
...Ainda que bem cedo,
induz os meus pensamentos...
Em ti pensar!

Mal abro os olhos e já sou teu.
Minhas mãos soltas,
no envolto dos teus lençóis.
Teus sonhos em busca da minha realidade
Agora sou eu quem te procura,
dentro de mim!

Invade, habita na verdade,
Vou aprendendo contigo,
os segredos da vida!

Tens o dom de submergir a minh’alma.
Por destino,
vences a incerteza, uma invenção do homem.
Ainda que bem a tempo... me fez,
Abrir a ruptura da tua imagem
Que sou “eu”

Envolvo-me,
Vou aprendendo contigo,
os segredos de bem viver!

Autor: Guerra Sarapião
Imagem: http://chatalinda.blogs.sapo.pt

domingo, 19 de abril de 2009



Cumplicidade II

Fez-se de azul, formou a cor do céu,
Claras e belas, para as ramas em flores.
Das gemas que se desdobraram...
Fizeram nascer antes, espinhos benfeitores!

Fez-se de branco como um véu,
As sementeiras jorradas no teu jardim
Transformaram-se em flores distintas,
Por todas as cores mais desejadas.

Se o céu fez-se do sombrio
Fecundas... Sementes borbotadas ao chão...
Para que estrelas... Pudessem cintilar,
Coloridas flores, vieram de ti, do teu coração.

Jardim, das minhas esperanças,
Todos os entretons e fragrâncias.
Que fez cintilar... Admiráveis e serenas.
Fez-te então, a minha primaveril plantação!

Foi de branco todo véu...
Em flores coloridas, azul do nosso amor!
De estrelar, nas cores do céu...
Foi assim...

...Veio-te de mim!

Autor: Guerra Sarapião
Ilustração: vony-ferreira.blogspot.com

sábado, 11 de abril de 2009



Enigmas do passado

Às vezes quando estou junto de ti
Não entendo tais ensejos do meu coração...
Choro por afeição, ternura e serenidade.

Pra conter o mais inerente nesse momento,
Peço placidez pra minh’alma... Acalmar!

Trovas de mil outras buscantes canções.
Se juntos somos infindáveis vidas,
Sempre tão iguais, nossas tantas razões!

No entoar das incontáveis melodias
Ao sorrir, no momento mais sublime d’amor!

Assim contido nos olhos teus
Digo a ti... Ao teu puro coração.
Somos amores, contidos em Salmos!

Nos pretextos tão semelhantes,
Prometidos na volúpia do conflagrar!

Inegáveis possibilidades que se foram,
Pois, tais momentos que pudessem antecipar...
Ainda que por um fio, esse letargo superar.

Agora... Sorrimos na hora de fazer
Os nossos desejos, e corações entoar!

Sou teu... Nos dias plenos que se vão.
Pra traduzir nosso vendaval de paixão
Ao desvendar nossas parábolas e bendizer...

Assim...

Contidos neófitos, entreolharemos...
E sorriremos desde a legítima felicidade
Por uma infinidade de datas que há de vir,
Se a “vida física” carecer...

Nem feneceremos... Seremos eternos,
Transportaremos apenas nosso modo de existir...
Pra outras vidas, n’outros lugares mil!

Sejamos, contudo isso...
Amores vivos, anunciados pelo Criador,
Pra viver!

“La mia vita,
Siamo amori annunciati…
In perpetuo da vivere,
Per mille volte perpetue saremo.
Ti amo, per sempre sarò amavo il vostro!”

(Wares Negro)

quinta-feira, 2 de abril de 2009


Quero assim...

Quero fazer das minhas noites,
Os teus nobres segredos.
Quero fazer de ti minha amada,
O maior das minhas descobertas.

Navegar no tempo inerte,
Amar por inteira, a tua própria sorte.
Esvoaçar pelos ares,
Sem limites de espaço e tempo.

Dos teus maiores segredos,
Serei na verdade teu sério brinquedo.
Quero fazer da minha vida,
Sem limites, a tua dita estrela brilhante.

Quero assim, fazer-te de mim,
Uma fábula dos nossos momentos.
Descomedidamente, tu e eu...
Seremos assim, regatos e jardins.

De águas cristalinas que abrolham,
Entre flores rubras e borboletas cintilantes.
Seremos eternos... Pierrôs e Colombinas,
Que outros Arlequins não poderão apanhar!

Mais uma vez, por vezes mil...
Quero-te assim, fazer-te de mim!

Autor: Guerra Sarapião
Imagem: esther@netvision.com.br

domingo, 29 de março de 2009


As poetisas

Todo poema é uma espera,
De dar amor e receber carinhos.
De buscar saudades...
E traçar caminhos!

Todo poema não é senão,
Uma grande dação d’amor.
De quem o faz cheio de encantos...
Pra outros tantos... nele navegar!

Todo poema é uma história,
De quem o lê... no seu divagar.
Busca as saudades, pra lembrança...
D’outros tantos emanar!

Toda poetisa, leva no teu peito,
O dom do caminhar... E a vida fazer.
Nós homens, ficamos inebriados...
Entre essas “almas divinas” e tais encantos!

D’quelas que fazem tão bem,
Dos teus olhares o tracejar “do verso”.
Poetizam até mesmo a grafia do tempo...
E fazem da vida, o dom mágico do universo.

Poetisas...
São divinas, encantos d’almas.
Bondades em dação d’amor.
Por certo d’outras tantas vindas mil!

(por: wolney tavares)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Por certo...




...Que antes vivas lembranças.
Teu olhar prateado de mistérios e segredos
Hoje me trazem fortes emoções...

Faz dos meus desejos, pequenos brinquedos.
Nas mais breves, das tuas escritas palavras.
Ter-te na mais lenta batida do meu coração.

Descubro-me cada vez que as leio...
De presente, o que o tempo me deu,
Tantas recordação que me trazem de ti.

Da ternura, que nunca morreu entre nós,
Por todos os tempos já decorridos nessa vida
Por certo, mil anos ainda haverão de ser!

Alma e destino num só fastígio
Que se faz em místico por dentro de nós
Releva-se agora, outras formas escondidas.

Sou pedra bruta... Metade achada outra perdida
Nas telas emolduradas, nas cores da sua gravura,
Não há quem sirva de mim... Se não encontrado!

Teu olhar prateado de mistérios e segredos
Nas mais breves, das tuas escritas palavras.
De presente, o que o tempo me deu!

Por todos os tempos já decorridos,
Que se faz em místico por dentro de nós
Nas telas, as cores da tua suave pintura.

De presente...
Que o tempo nos deu!

quarta-feira, 11 de março de 2009



Descomedidos...

Você surgiu tão sorrateira na minha vida...
Foi embora pela rua, sumiu entre carros e gente,
Ou mesmo dobrou na próxima esquina e se foi!
Aí fico imaginando... Ela tem um coração tão grande,
Que, mesmo que queira, nunca conseguirá medi-lo.

Hoje, não foi muito diferente...
Você passou virtualmente e deixou sua mensagem
Não dobrou esquina, apenas desligou-se da “net”
Aí fico imaginando... Será que você mediu o valor
De tão nobre e majestosa mensagem?

Com certeza, ambos não possuem dimensões,
Em dados momentos não se mede o que é dado por Deus!
É que, às vezes somos tão calados e ficamos a imaginar.
Por vezes somos assim mesmo, nesse modo de ser,
Nas incontestáveis medidas desse mundo!

Mais uma vez... Passei pra dizer-te,
Não conhecemos as pessoas por mero acaso!
Com certeza, nós possuímos a mesma dimensão,
Uma, é o modo de ver a vida, o outro é no coração!

(Wares Negro)

sexta-feira, 6 de março de 2009



Sonhares

E quando acordares,
Bem cedo ao sol... pela manhã.
Pensarás se me recordei de ti.
Pela noite além... Com certeza
...Fiz-me em sonhos te beijar!

E, se no teu caminho d’agora
Flores vermelhas jorradas ao chão,
Encontrares espalhadas mundo afora.
Por todos os teus passos de senhora
São provas dos meus sonhos, por te sonhados!

Sonharemos...

No dia em que acontecer o amor
Que nossa alma, no “par verdadeiro”, tanto anseia!
Longas madrugadas, intermináveis num fado.
Nos caprichosos... em nosso solene carecer.
Que tão meigos, concisos tenhamos então!

Por certo, aprenderemos o ofício do amor...!
Que vaga em fino, teus sonhos sedentos.
Nos caminhos... teus passos de mulher.
Jorradas ao chão, flores rubras de encanto.
Como provas do meu cuidadoso dever.

Sonharemos...

Eis, nossa obra prima... Num eterno afeto!
E quando, acordares... decerto,
Portanto seremos uníssonos... Um só!
Todos os encantos tácitos da vida,
Sobejos mil, que os sonhos possam nos presentear!

Mais uma vez...
Sonharemos então!

(Guerra Sarapião)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009



Sonhares II

Uma vez mais...
Sonharemos então!

Eis, nossa obra prima em afeto!
Seremos uníssonos!
E quando, acordares... por certo,
Todos os encantos tácitos da vida,
Sobejos mil, que os sonhos possam nos presentear!

Por certo, aprenderemos o ofício do amor...!
Que vaga em fino, teus sonhos sedentos.
Nos caminhos... teus passos de mulher.
Jorradas ao chão, flores rubras de encanto.
Como provas do meu cuidadoso dever.

No dia em que acontecer o amor
Que nossa alma, no “par verdadeiro”, tanto anseia!
Longas madrugadas, intermináveis num fado.
Nos caprichosos... em nosso solene carecer.
Que tão meigos, concisos tenhamos então!

E, se no teu caminho d’agora
Flores vermelhas jorradas ao chão,
Encontrares espalhadas mundo afora.
Por todos os teus passos de senhora
São provas dos meus sonhos, por te sonhados!

E quando acordares,
Pela manhã... Bem cedo ao sol,
Pensarás se me recordei de ti.
Pela noite além... Com certeza
...Fiz-me em sonhos te beijar!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Retalhos de mim

...E, talvez eu não fale mais disso,
Do meu ressentimento, mais doído.
Das mágoas vividas... e passadas
Por sorte, do ódio nunca sentido!

… Et, peut-être que je ne parle plus de cela,
De mon ressentiment, plus douloureux.
Des peines vives… et passées
Heureusement, de la haine jamais non sentie !

...E, talvez eu não repita mais isso,
Dos meus amores, bem amados.
Daquele que no tempo, me foi levado...
Do completo, que nunca fora encontrado!

… Et, peut-être je ne répète plus cela,
De mes amours, bien aimés.
Dont dans le temps, il m'a été pris…
Du complet, que jamais dehors trouvé !

...E, talvez não haja mais isso.
Os ressentidos, por falta de atitudes tomadas,
Sem tempo que pudesse os ter resolvidos.
Mágoas dos que se foram sem serem explicados.

… Et, il n'ait peut-être plus cela.
Détestés, faute d'attitudes prises,
Sans temps qui pouvait les avoir décidés.
Peines dont ils s'sont étés sans être expliqués.

Do meu ressentimento quiçá
... Em mágoas transformadas.
E, talvez eu não fale mais disso,
E, talvez... eu não repita o passado.

De mon ressentiment pourvue...
Dans des peines transformées.
Et, peut-être que je ne parle plus de cela
Et, peut-être… je ne répète pas le passé.

E por certo, não haverá mais tempo,
Pra que tudo isso possa se desfazer em ódio
Dos meus ressentimentos transformados!

Et par correctement, il n'y aura plus temps,
Pour que tout cela puisse se défaire dans haine
De mes ressentiments transformés !

Assim, vão dentro de mim!
Como ocultos retalhos da vida,
Que não me servirão pra mais nada!

Ainsi ils, vont à l'intérieur de moi !
Comme d'occultes restes de la vie,
Comment ils me ne serviront pour plus rien!

Autor:wolney tavares
Tradução para o francês:Mireily Santos

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009


Ao amanhecer!

Minhas lágrimas...
Não estão ausentes no teu coração.

Como prova de felicidades,
São vistas como presentes então.

Não são feitas de dores...
Nem tão longe dos teus amores.

Tua face de puro encanto,
Tantos prantos... e prazeres!

... As minhas lágrimas,
Que choram, por dentro de mim.

Na tua linda história assim,
Perto dos meus olhos,...
podes perceber!

Pois, não são feitas de dores...
Chora feliz, na hora do encanto.
Como reflexos, as cores de cristal.

Jorradas da ternura...
São lágrimas puras, prantos tantos,
De deleite e amor!

Ao amanhecer...
As minhas lágrimas tantas se vão,
Sorrimos e choramos outra vez!

De prazer e amor...
Que se fez por toda a noite,...
Dentro de nós!

(Wares Neggro)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009



Lenitivo!

E, quando setembro chegou,
Tu não estavas mais aqui...
Preparamos as ramas, plantamos.
Também semeamos novos grãos!

Entre cambiantes floridos...
Tu desenhaste um mundo maior.
De cores, fizemos suas lembranças,
As que, por te foram deixadas!

Nos entretons da vida...
Grafados, desenhados, escritos ficaram,
Tua alma que canta em salmos e versos!
Do lenitivo à saudade, em nosso peito.

Fez-se... Setembro,
Amamos, sem limites.
Lembramos de ti!

(Guerra Sarapião)

Souplesse!

Et, quand septembre est arrivé,
Tu n'étais plus ici…
Nous préparons les ramas, plantons.
Aussi nous semons de nouveaux grains !

Entre cambiants fleuris…
Tu as dessiné un monde plus grand.
De couleurs, nous avons fait leurs souvenirs,
Ce qui, t'ont été laissé !

Nous entretons de la vie…
Grapheé, dessinés, écrits sont restés,
Ton âme qui chante dans des psaumes, les vers !
La souplesse et la nostalgie, dans notre poitrine.

Il s'est fait… Septembre,
Nous aimons, sans limites !
Nous rappelons de toi.


(Guerra Sarapião)
Tradução: Mireily Santos

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009


Cumplicidade

Mandei escrever com fogo...
Pra nunca mais o escrito apagar,
Seu nome autêntico, por sobre
O grotesco singelo também o meu!

Assim não se confunde no tempo,
Quem foi o primeiro de nós a chegar,
Na hora de seu vir ao mundo!
Pois fui eu, o anjo pra tudo arrumar.

Foram rosas e roseiras colossais,
Lá fora, no seu jardim fiz plantar,
Todas vistosas pra hora que você,
Assim crescesse, pudesse da janela admirar

Por certo, nem mesmo ao longe pudesse,
Com seus encantos de anjo soubesse
Que fiz tudo com esmero e prazer
Para os seus olhos verdes apreciar.

Da rua quem olhasse, mesmo desatento
Poderia perceber as mais lindas delas
Colhidas bem frescas, num enfeite,
Seu aconchego em cores perfumar!

E o tempo foi passando tão manso...
Carregado por você, todo meu sentimento.
De ser o único que as honras pudesse ter,
Toda arte de saber, realmente te adorar.

Mandei escrever, assim pra não confundir...
Quem foi o primeiro de nós, aqui chegar!
Agora, se eu for primeiro... no vencer do tempo,
Colha rosas, que deixadas serão pra lembrar!

E o tempo cuidará... De quantos puderem!
D'utros amores, das janelas admirar.
Assim não se confunde cores e perfumes,
Menina dos lábios suaves como véu!

De olhares verdes, talvez...
Azuis assim da cor do céu!
Lá de cima estarei... como estrela cintilante.
Em todos os tons, te fazendo encantar.

(Guerra Sarapião)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009


"CHAMEGO"

Menina de cabelinhos cacheados,
Vamos andando bem devagar,
O sol já vai despontando tranqüilo.
Vem menina quero te levar!

Vamos sem pressa pra chegar,
Quando me vejo nos teus olhos.
Vamos minha linda, pela noite afora.
No aconchego do caprichoso balançar!

Cedo, me foi pela manhã,
Quando acordei pra te namorar
No galanteio dos meus abraços
Venha serena menina... Quero te dar!

Quando eu, menino traquino em namoro,
Mandei flores pra te encantar,
Com vara de marmelo verde,
Menina teu pai queria te surrar!

Agora vamos... Andando devagar.
Quando me vejo no airoso do teu jeito
Venha serena menina, quero te dar.
Teu chamego, que bom tê-lo ao acordar!

Cedo foi minha pressa,
Verde, foi o marmelo que já morreu.
Sorte foi a minha, em ter-me por inteiro,
No namoro que já era seu e meu!


(Wares Neggro)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009



A DISTÂNCIA

Perdoa-me...
Se tenho-te nos meus desejos
Perdoa se tu faz parte nos meus sonhos
Se te encontro nos meus ensejos!

Se tenho todo empenho,
Se te levo pra onde vou estar.
Se nos lábios d’outra madona
Percebo-te a me beijar!

Perdoa-me...
Se às vezes não entendo
Sem uma justa razão maior,
A distância que separa você de mim!

Se a fraqueza da minha alma
Não consegue conter minhas lágrimas
Quando te chamo e tu não vens...
Perdoa-me, mesmo sem perdoar!

Se te faço dantes,
Proeminente, amada para sempre.
Parte da minha progênietude,
Quando esvoaça conciso, o tempo!

Perdoa-me...
Ás vezes que não consegui te entender,
Não guarde tantas mágoas assim,
Daquilo que eu te disse sem querer!

Previno-te...
Que nunca te esquecerei,
Tão pouco deixarei de te amar.
Por esta razão, beijo-te em silêncio,
Todas as minhas manhãs, da minha vida!

Perdoa-me...

(Guerra Sarapião)