sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009



Sonhares II

Uma vez mais...
Sonharemos então!

Eis, nossa obra prima em afeto!
Seremos uníssonos!
E quando, acordares... por certo,
Todos os encantos tácitos da vida,
Sobejos mil, que os sonhos possam nos presentear!

Por certo, aprenderemos o ofício do amor...!
Que vaga em fino, teus sonhos sedentos.
Nos caminhos... teus passos de mulher.
Jorradas ao chão, flores rubras de encanto.
Como provas do meu cuidadoso dever.

No dia em que acontecer o amor
Que nossa alma, no “par verdadeiro”, tanto anseia!
Longas madrugadas, intermináveis num fado.
Nos caprichosos... em nosso solene carecer.
Que tão meigos, concisos tenhamos então!

E, se no teu caminho d’agora
Flores vermelhas jorradas ao chão,
Encontrares espalhadas mundo afora.
Por todos os teus passos de senhora
São provas dos meus sonhos, por te sonhados!

E quando acordares,
Pela manhã... Bem cedo ao sol,
Pensarás se me recordei de ti.
Pela noite além... Com certeza
...Fiz-me em sonhos te beijar!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Retalhos de mim

...E, talvez eu não fale mais disso,
Do meu ressentimento, mais doído.
Das mágoas vividas... e passadas
Por sorte, do ódio nunca sentido!

… Et, peut-être que je ne parle plus de cela,
De mon ressentiment, plus douloureux.
Des peines vives… et passées
Heureusement, de la haine jamais non sentie !

...E, talvez eu não repita mais isso,
Dos meus amores, bem amados.
Daquele que no tempo, me foi levado...
Do completo, que nunca fora encontrado!

… Et, peut-être je ne répète plus cela,
De mes amours, bien aimés.
Dont dans le temps, il m'a été pris…
Du complet, que jamais dehors trouvé !

...E, talvez não haja mais isso.
Os ressentidos, por falta de atitudes tomadas,
Sem tempo que pudesse os ter resolvidos.
Mágoas dos que se foram sem serem explicados.

… Et, il n'ait peut-être plus cela.
Détestés, faute d'attitudes prises,
Sans temps qui pouvait les avoir décidés.
Peines dont ils s'sont étés sans être expliqués.

Do meu ressentimento quiçá
... Em mágoas transformadas.
E, talvez eu não fale mais disso,
E, talvez... eu não repita o passado.

De mon ressentiment pourvue...
Dans des peines transformées.
Et, peut-être que je ne parle plus de cela
Et, peut-être… je ne répète pas le passé.

E por certo, não haverá mais tempo,
Pra que tudo isso possa se desfazer em ódio
Dos meus ressentimentos transformados!

Et par correctement, il n'y aura plus temps,
Pour que tout cela puisse se défaire dans haine
De mes ressentiments transformés !

Assim, vão dentro de mim!
Como ocultos retalhos da vida,
Que não me servirão pra mais nada!

Ainsi ils, vont à l'intérieur de moi !
Comme d'occultes restes de la vie,
Comment ils me ne serviront pour plus rien!

Autor:wolney tavares
Tradução para o francês:Mireily Santos

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009


Ao amanhecer!

Minhas lágrimas...
Não estão ausentes no teu coração.

Como prova de felicidades,
São vistas como presentes então.

Não são feitas de dores...
Nem tão longe dos teus amores.

Tua face de puro encanto,
Tantos prantos... e prazeres!

... As minhas lágrimas,
Que choram, por dentro de mim.

Na tua linda história assim,
Perto dos meus olhos,...
podes perceber!

Pois, não são feitas de dores...
Chora feliz, na hora do encanto.
Como reflexos, as cores de cristal.

Jorradas da ternura...
São lágrimas puras, prantos tantos,
De deleite e amor!

Ao amanhecer...
As minhas lágrimas tantas se vão,
Sorrimos e choramos outra vez!

De prazer e amor...
Que se fez por toda a noite,...
Dentro de nós!

(Wares Neggro)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009



Lenitivo!

E, quando setembro chegou,
Tu não estavas mais aqui...
Preparamos as ramas, plantamos.
Também semeamos novos grãos!

Entre cambiantes floridos...
Tu desenhaste um mundo maior.
De cores, fizemos suas lembranças,
As que, por te foram deixadas!

Nos entretons da vida...
Grafados, desenhados, escritos ficaram,
Tua alma que canta em salmos e versos!
Do lenitivo à saudade, em nosso peito.

Fez-se... Setembro,
Amamos, sem limites.
Lembramos de ti!

(Guerra Sarapião)

Souplesse!

Et, quand septembre est arrivé,
Tu n'étais plus ici…
Nous préparons les ramas, plantons.
Aussi nous semons de nouveaux grains !

Entre cambiants fleuris…
Tu as dessiné un monde plus grand.
De couleurs, nous avons fait leurs souvenirs,
Ce qui, t'ont été laissé !

Nous entretons de la vie…
Grapheé, dessinés, écrits sont restés,
Ton âme qui chante dans des psaumes, les vers !
La souplesse et la nostalgie, dans notre poitrine.

Il s'est fait… Septembre,
Nous aimons, sans limites !
Nous rappelons de toi.


(Guerra Sarapião)
Tradução: Mireily Santos