domingo, 28 de junho de 2009



Trago-te então

Trago-te rosas e espinhos,
Ainda mais, amor e carinho!
Trago-te uma vida quase inefável,
Além de tudo, entrego-me por inteiro.

Trago-te renúncias do passado,
Da minha total realidade.
Um desejo maciço e inabalável
Trago-te mais do que pude, amor sem fim.

Na nobreza, da mais humilde ternura.
Trago-te, o presente de uma saudade.
Agora tu verás, nos olhos meus.
O encontro dos nossos olhares

Ainda bem que isso é meu
Trago-te então, tudo que é teu.
Por todas as alamedas, trago-te então.
Para que elas sejam nossos, caminhares.

Trago-te tudo que fiz na vida,
Para que nada possa levar-te de mim.
Um desejo abastado e constante
Mais do que pude conseguir

Agora tu saberás o que fazer.
Trago-te então o que sou.
Se me desejas como nunca
Se na verdade, me ofereço por inteiro.

De todos os momentos vividos,
Trago-te, e deixaremos.
A única coisa soberana,
Quando fenecermos.

Trago-te de nós, o incomparável
O rastro do amor esplêndido
Que só nós vivenciamos.
Deixaremos então.
“Eternamente”!

(Guerra Sarapião)

segunda-feira, 15 de junho de 2009



Desfolhei...

Mau-me-quer... Bem-me-quer...!

Quando desvendas por juras teu olhar.
E, eu descomedida, brincando de meu bem querer.
Margaridas meus amores, nelas fico a ti procurar!

Mau-me-quer... Bem-me-quer...!

Pacientemente pelas pétalas, no desfolhar,
Conquanto na volúpia, amam pra valer...
Mesmo sabendo que flores são insígnias
Não passam de breves afetos!

Mau-me-quer... Bem-me-quer...!

Suaves em cores, faceiras e lindas.
Que se desenvolvem em botão... Margaridas,
Que possuem seus perfumes peculiares.
Flores lindas, senhoras singulares e levantes.

Mau-me-quer... Bem-me-quer...!

Margaridas... Flores, que não sabem amar!
Mas para isso, só lhes faltam corações.
Na hora do bem fazer, não há porque negar
Assim são afetuosas, como meu amado!

Mau-me-quer... Bem-me-quer...
...Do meu bem querer!
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Imagem: mensageira.blogs.sapo.pt
Poema: adaptado

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Mulher dos teus poemas

Tu que desvendastes meus segredos,
No sorriso da noite,
Noite sem fim...

Despida dos medos do passado,
Sem levar coisa alguma,
Apenas saudade...

Fechei a porta da tristeza,
Pra ti desnudarei minh´alma,
Deixarei todas minhas incertezas...

Nas cores do entardecer,
Vou me entregar nos teus braços,
Num momento do mundo esquecer...

Nos meus sonhos de certeza,
Não quero mais as lágrimas da noite,
Quero apenas os versos do alvorecer...

Me espere,
Te encontrarei,
Chegarei num toque suave...

Para que me sintas,
Ouça a voz que te acalma,
E te enche de amor e bem querer...

Nossa felicidade será plena,
Serás o homem dos meus sonhos,
Serei a mulher dos teus poemas!

Autora: Nil Coelho

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Desvendar

Descobri...
Que sou tão pouco
pra te fazer feliz,
Tão pequeno
pra saber curar a tua dor!

Descobri...
Que sou muito,
diante do meu querer,
Tão grande
pra te dar vontade de viver!

Descobri...
Esse amor entre nós...
tão surpreendente,
Que me faz acreditar,
que me passo você!

Descobri...
Que sem você nuca posso
o amor conceber,
Descobri dentro de mim,
sua “infinitude” de equivaler!

Deparei-me...

Na falta que você me faz!
Na hora de curar
toda essa minha dor!

Autor: Guerra Sarapião
Imagens:br.groups.yahoo.com