segunda-feira, 27 de abril de 2009



Sorriso e dor

É o palhaço...
Que pinta tua face inteira
Faz gracejos das tuas amarguras,
Pra festejar... Os que riem em lágrimas
A tua própria dor!

É o poeta...
Que transcreve pro papel
Versos soltos, em histórias sem fim.
Conta em reverso, as tuas mágoas.
Fazendo delas, a do próprio ledor.

Palhaços e poetas...
Possuem a sina do bem fazer
Das tuas lágrimas, um bojo de sorrisos.
No picadeiro da vida, pouco importa para a platéia,
Se os dois rematam os teus peitos de dor!

Deve ser mesmo cômico e tristonho,
Fazer sorrir de felicidades, quando sente-se em dor.
Quem nunca se sentiu palhaço... por uma vez
Ou pode ler nas estrofes do mais simples poeta
A tua própria história de amor!

Palhaços e poetas... criaturas
Distintas, como duas lágrimas juntas,
Caindo em doçura, como pingos de sorrisos...
Reversos imaginários, de mágoas em amor!

Autor: Wolney Tavares

sexta-feira, 24 de abril de 2009



Entrelaçar...

Tens o dom de invadir a minha paz.
Por hábito,
vences a distância todas as manhãs.
...Ainda que bem cedo,
induz os meus pensamentos...
Em ti pensar!

Mal abro os olhos e já sou teu.
Minhas mãos soltas,
no envolto dos teus lençóis.
Teus sonhos em busca da minha realidade
Agora sou eu quem te procura,
dentro de mim!

Invade, habita na verdade,
Vou aprendendo contigo,
os segredos da vida!

Tens o dom de submergir a minh’alma.
Por destino,
vences a incerteza, uma invenção do homem.
Ainda que bem a tempo... me fez,
Abrir a ruptura da tua imagem
Que sou “eu”

Envolvo-me,
Vou aprendendo contigo,
os segredos de bem viver!

Autor: Guerra Sarapião
Imagem: http://chatalinda.blogs.sapo.pt

domingo, 19 de abril de 2009



Cumplicidade II

Fez-se de azul, formou a cor do céu,
Claras e belas, para as ramas em flores.
Das gemas que se desdobraram...
Fizeram nascer antes, espinhos benfeitores!

Fez-se de branco como um véu,
As sementeiras jorradas no teu jardim
Transformaram-se em flores distintas,
Por todas as cores mais desejadas.

Se o céu fez-se do sombrio
Fecundas... Sementes borbotadas ao chão...
Para que estrelas... Pudessem cintilar,
Coloridas flores, vieram de ti, do teu coração.

Jardim, das minhas esperanças,
Todos os entretons e fragrâncias.
Que fez cintilar... Admiráveis e serenas.
Fez-te então, a minha primaveril plantação!

Foi de branco todo véu...
Em flores coloridas, azul do nosso amor!
De estrelar, nas cores do céu...
Foi assim...

...Veio-te de mim!

Autor: Guerra Sarapião
Ilustração: vony-ferreira.blogspot.com

sábado, 11 de abril de 2009



Enigmas do passado

Às vezes quando estou junto de ti
Não entendo tais ensejos do meu coração...
Choro por afeição, ternura e serenidade.

Pra conter o mais inerente nesse momento,
Peço placidez pra minh’alma... Acalmar!

Trovas de mil outras buscantes canções.
Se juntos somos infindáveis vidas,
Sempre tão iguais, nossas tantas razões!

No entoar das incontáveis melodias
Ao sorrir, no momento mais sublime d’amor!

Assim contido nos olhos teus
Digo a ti... Ao teu puro coração.
Somos amores, contidos em Salmos!

Nos pretextos tão semelhantes,
Prometidos na volúpia do conflagrar!

Inegáveis possibilidades que se foram,
Pois, tais momentos que pudessem antecipar...
Ainda que por um fio, esse letargo superar.

Agora... Sorrimos na hora de fazer
Os nossos desejos, e corações entoar!

Sou teu... Nos dias plenos que se vão.
Pra traduzir nosso vendaval de paixão
Ao desvendar nossas parábolas e bendizer...

Assim...

Contidos neófitos, entreolharemos...
E sorriremos desde a legítima felicidade
Por uma infinidade de datas que há de vir,
Se a “vida física” carecer...

Nem feneceremos... Seremos eternos,
Transportaremos apenas nosso modo de existir...
Pra outras vidas, n’outros lugares mil!

Sejamos, contudo isso...
Amores vivos, anunciados pelo Criador,
Pra viver!

“La mia vita,
Siamo amori annunciati…
In perpetuo da vivere,
Per mille volte perpetue saremo.
Ti amo, per sempre sarò amavo il vostro!”

(Wares Negro)

quinta-feira, 2 de abril de 2009


Quero assim...

Quero fazer das minhas noites,
Os teus nobres segredos.
Quero fazer de ti minha amada,
O maior das minhas descobertas.

Navegar no tempo inerte,
Amar por inteira, a tua própria sorte.
Esvoaçar pelos ares,
Sem limites de espaço e tempo.

Dos teus maiores segredos,
Serei na verdade teu sério brinquedo.
Quero fazer da minha vida,
Sem limites, a tua dita estrela brilhante.

Quero assim, fazer-te de mim,
Uma fábula dos nossos momentos.
Descomedidamente, tu e eu...
Seremos assim, regatos e jardins.

De águas cristalinas que abrolham,
Entre flores rubras e borboletas cintilantes.
Seremos eternos... Pierrôs e Colombinas,
Que outros Arlequins não poderão apanhar!

Mais uma vez, por vezes mil...
Quero-te assim, fazer-te de mim!

Autor: Guerra Sarapião
Imagem: esther@netvision.com.br