domingo, 9 de novembro de 2008

Espigas no chão



Plantou-se extraído das espigas
Pra colher sementes de alimentar
Plantou-se no fecundo tempo...
Tiradas da mais robusta plantação!

Semeou, contados e farturentos punhadinhos.
Suavemente deitados, caídos nas covas do chão.
Alinhados em retidão, tão pulcras,
As alcovas benignas, em semeação!

Em meados da primavera, tempo fértil,
Aconteceu por todos os cantos a plantação
Nasceram viçosas e verdinhas plantinhas
Da terra copiosa, preparada na sua estação!

O tempo foi de ver, encarregou-se de crescer,
Por mais tenras que fossem, da brotação.
Encheu-se de cachos, de espigas, vagens...
Produziu pra valer, colheu-se de montão!

Da abastança, colheita por toda a roça.
Guardados nas tulhas abarrotadas de primor.
Levado a gosto, ao tempero preferido de comer,
Virou alegria, deu-se como boa alimentação.

Jamais se viu terra mais caprichosa e fértil,
Nunca se deram outras derrubadas tamanhas
Nem outra plantação, que semeasse e colhesse,
Toda gente, bondosamente, comeu abençoada nutrição!

Agradeceu dessa água, chão de plantar alimentos.
Oh! Senhor, “Altíssimo sobre toda a terra” que fez.
Produziu pra valer, colheu-se com fartura de montão.
Da terra tombada, preparada em cada estação!

É minha gente bondosa da roça plantando,
Colhendo abundância em tempo de louvores.
Como os poetas dos “Salmos” agradecendo,
O roceiro, fazendo o roçado, produzindo alimentação!

(WOLNEY TAVARES)

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