
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
(Carlos Drummond de Andrade)
Delícia da tua alma, quando me chama pra festejar! Dançamos tão livres, como sombras nas águas... Com quanto, elas próprias, correm para o mar!
“Três coisas que enriquecem o poeta: mitos, força poética, um suprimento de versos antigos.”
Considerando que o Ser do Homem é um Ser cultural, ou seja, histórico, a memória tem papel fundamental nesta gênesis, isto porque ela é algo mais profundo para o filósofo, o homem de letras, o artista: ela é um elo universal entre o Homem e a Cultura.
Os mistério do saber... Como o passado, passa a ser presente e o mecanismo pelo qual, quando se adquire uma verdade, há necessidade de buscar outra. O espírito toma consciência de si mesmo, quando traz recordações ao presente: a memória funciona como repertório de experiência, como atividade criadora do espírito porque nos faz compreender melhor a criação do artista.
É provável que os mitos e as lendas procediam da Germânia setentrional, sendo mais tarde, importados pela Escandinávia. Os cantos antigos são, certamente importados, mas não se sabe em que quantidade. Os cantos heróicos, ao que parece, referem-se à lenda nórdica dos Volsungs que é o fundamento do “Conto dos Nibelungen” (gemânico).
Por: Maria Helena Martins Furtado
Amor emocional é o que caracteriza a todos os matrimônios comuns e normais. Não vivem no âmbito do trabalho psicológico nem tampouco vivem a disciplina da transmutação de energia criadora. Este amor emocional tem as seguintes características psicológicas principais:
intolerância
Incompreensão
Complexo de inferioridade
Complexo de superioridade
Orgulho
Ciúmes
Eis as principais características do amor emocional. Em um momento se diz: te amo, te adoro, te quero... Noutro momento noutro dia: te odeio, já não te quero, já não te amo... E buscam afastar-se, repelem-se. Trata-se de um amor que se desenvolve na lei dos contrários, vai de um extremo a outro.
O amor consciente, que nós gnósticos buscamos e que chegaremos a encarnar, caracteriza-se pela compreensão, pela tolerância, pela simplicidade e também pela humildade. Nele não existe ciúmes nem paixão, apenas o verdadeiro amor. Este é o amor que todos os gnósticos precisam buscar.
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